sábado, 28 de março de 2009
Éder Luís quebra jejum, mas não comemora gol
Éder Luís não marcava gol desde a vitória de 3 a 1 sobre o Democrata-GV, em Governador Valadares. Ele passou em branco contra Guarani, Villa Nova e Ituiutaba. Em função das atuações irregulares, o atacante recebeu críticas de parte da torcida e imprensa.
Além disso, como o jogador é natural de Uberaba e tem familiares residindo na região, ficou a dúvida se a não comemoração do gol seria uma forma de demonstrar respeito e um desabafo. Depois da partida, indagado sobre o fato, o atacante se esquivou e não deu explicação concreta.
“Foi um momento particular meu, às vezes todo mundo tem isso. Foi uma conquista de todo o grupo, não individual, por isso estou satisfeito pela equipe ter saído com a vitória”, limitou-se a dizer o atacante, que teve bom desempenho nos primeiros jogos do ano, mas depois caiu de produção.
Éder Luís revelou ter ficado aliviado com o gol marcado, e disse que sempre procura aproveitar os treinos para aprimorar os chutes. O jogador acredita ter se livrado de um puxão de orelhas do treinador, ao quebrar o jejum.
“É uma bola muito difícil para qualquer goleiro, principalmente quando é rasteira. Ainda mais com o campo molhado, o que atrapalha mais para o goleiro. Eu fiquei feliz por ter acertado, pois se eu tivesse errado, iria tomar bronca do Leão na terça-feira”, enfatizou.
Portal Uai
sexta-feira, 27 de março de 2009
Atlético: liderança renova moral da torcida
O aproveitamento de 73% e a média de 2.18 gols por partida foram cruciais para que, aproveitando os muitos empates da Raposa, o Galo chegasse a liderança da primeira fase, com um ponto a mais - garantido por uma emocionante virada nos minutos finais do jogo contra o Ituiutaba, na 11ª rodada.
Com a liderança, o adversário do Atlético nas quartas-de-final será o Uberaba, que não deu muito trabalho para o Galo na primeira fase, perdendo de goleada, por 4 a 1. Mas a expectativa é que, durante a fase final, a equipe alvinegra encontre novamente o Cruzeiro, para tentar quebrar a sequência de 10 jogos sem vitórias sobre o rival - e conquistar o título.
Portal O Tempo
quinta-feira, 26 de março de 2009
Ciro diz que Serra vai "triturar" Aécio e prega alternativa

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), possível candidato à sucessão presidencial, voltou à carga contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ele disse nesta quinta-feira que Serra "passará um trator" sobre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que disputa com o paulista a indicação do partido para a eleição presidencial de 2010.
PUBLICIDADE
Ciro defendeu uma candidatura alternativa ao que chamou de "luta paroquial" entre tucanos e petistas e disse que pode "querer ser" candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Estou sentindo que ele (Aécio Neves) vai ser triturado pelo Serra. Tenho 30 anos de experiência e uns 20 de conhecimento de como é que funciona o trator que o Serra usa na política. Não tem limite", disparou, em entrevista.
Ele esteve em Belo Horizonte para visita ao prefeito, Marcio Lacerda (PSB), com quem trabalhou no Ministério da Integração Nacional. Participaria ainda de debate sobre a crise econômica.
Ciro acredita que a aliança em torno do governo Lula não deve se manter nas eleições de 2010 e defende uma opção ao "confronto miúdo" entre petistas e tucanos, os dois partidos que vem disputando a cena política.
"A coalizão que sustenta o presidente Lula é tão heterogênea que não há a menor chance, por mais que a gente queira, dessa coalizão se reproduzir para o processo eleitoral", ressaltou.
"Talvez haja a necessidade de outra candidatura, se houver um confronto miúdo, de uma disputa qualificada apenas pelo choque de poder entre PT e PSDB. Não precisa ser eu o candidato, mas, se alguém não expressar essas ideias, eu vou querer ser candidato", acrescentou.
Ele também disparou contra o PMDB. "Se o PT está aceitando, aparentemente de bom gosto, a hegemonia intelectual e moral dessa fração do PMDB que dita as regras, tem muita gente como eu que está profundamente incomodado", disse. "Mas, como nós temos o dever de solidariedade com o presidente Lula, pelo bem que ele está fazendo ao país, a gente vai topando, vai engolindo", completou.
(Reportagem de Marcelo Portela)
Agencias
Vamos falar sério
Sei que o Leão fica puto quando se fala nisso, e sei também que não é culpa do treinador. Acredito que algumas contratações causarão frustrações ao torcedor atleticano, como no caso do Junior lateral. Nessa hora já disseram “você está louco?”. Vou explicar os motivos. Nosso experiente lateral esquerdo tem sérias dificuldades na marcação e nos cruzamentos, sem contar que não tem pique para retornar dos contra-ataques. Para ser honesto, ele não poderia mais jogar de lateral, seria mais um homem de ligação.
No meio de campo, gostaria de saber até quanto vamos ter Márcio Araújo no time titular. Sei que é um jogador esforçado, corre o tempo todo e às vezes, às vezes consegue fazer boas jogadas, mas essa posição tem que ter um jogador de mais qualidade e o pior que temos esse jogador no banco de reservas. Sem contar o Lopes, tenho uma intuição que ele não vai durar muito nesse time.
Quando o Renan foi suspenso pensei que o treinador poderia fazer uma escolha mais audaciosa, colocando o Marcio Araújo de lateral (no lugar do Marcos Rocha), entraria o Junior Carioca na posição de segundo homem de meio de campo, o que melhoraria bastante o passe para o ataque e, por fim, colocaria Rafhael Miranda para fazer a função do Renan (já que o mesmo estava suspenso).
Claro que conheço as limitações do clube e espero que alguns jogadores que chegaram como o caso de Fabiano estejam aptos para jogar o mais breve possível.
Mas o que estou vendo nos jogos do Galo é uma falta de entrosamento e jogos ganhos pela habilidade individual de alguns atletas.
Vamos continuar essa conversa amanha... até lá.
Fabricio Menezes
quarta-feira, 25 de março de 2009
Alexandre Kalil mantém acusações contra a FMF e promete investigações
Esclarecemos que a saída do presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol, Sr. Lincoln Afonso Bicalho, do exercício de sua função, e sua substituição por Sr. José Eugênio não amenizará em nada o que está acontecendo em relação à arbitragem.
Muito antes pelo contrário, o fato torna-se ainda mais grave e lamentável quando o motivo dado tenha sido seu problema de saúde e não tudo o que vem sendo assistido por toda Minas Gerais desde 2003, culminando no escândalo presenciado por milhares de pessoas no clássico entre Atlético e Cruzeiro.
Respeitamos o problema do Sr. Lincoln, mas, representando milhões de pessoas, temos o dever, agora mais do que nunca, de tentar mostrar os absurdos que vem acontecendo na arbitragem mineira e que serão provados no devido momento. Separar as coisas na vida é fundamental e, por isso, é triste que um problema de saúde seja colocado como escudo diante de todos os indícios levantados até então.
Dr. Paulo Schetino, presidente da FMF, teve tempo suficiente para pensar na substituição efetiva da presidência da arbitragem, por isso, não aceitaremos a farsa da substituição de nomes montada na tarde de ontem. Pedimos, mais uma vez, ao Dr. Paulo Schetino, que tome providências urgentes e não deixe à frente da arbitragem o Sr. José Eugênio, que todos sabemos, está a serviço e dará continuidade à operação do Sr. Lincoln Afonso Bicalho, em face da estreita ligação entre ambos.
É preciso mudar os princípios, não apenas os nomes. Princípios esses, que nos farão brigar incansavelmente até que se trate o futebol mineiro com decência e dignidade. É necessário cortar o mal pela raiz e fazer da oportunidade que estamos tendo uma reestruturação completa.
Levaremos às últimas consequências tudo que vem sendo levantado sobre a arbitragem, que, infelizmente, sabemos, continuará sendo comandada sob as mesmas intenções.
Para o bem do futebol, é necessário que as providências sejam tomadas imediatamente.
A Diretoria
Prévias Aécio-Serra: TSE libera, PPS fará, tucanos enrolam
O tribunal fixou as regras ao responder a oito perguntas da direção do PSDB. A primeira delas, sobre a data em que as prévias podem ser feitas, gerou controvérsia também entre os ministros: Eros Grau, que havia pedido vistas da matéria, defendeu a consulta apenas em ano eleitoral. Mas a maioria decidiu que as prévias são consultas internas, uma questão estritamente do partido, e cabe apenas a ele escolher a data.
Dentro do PSDB, rachado entre as postulações presidenciais de José Serra e Aécio Neves, a resposta do TSE favorece o mineiro. Aécio fez da proposta de prévias o ponto principal de sua pregação, e já tem uma plataforma para buscar o voto das bases tucanas, questionando o peso excessivo de São Paulo em um partido que já teve como candidatos presidenciais Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin, todos paulistas.
''Só no segundo semestre''...
Na direção da legenda, as simpatias favorecem Serra e portanto a não realização das prévias. Todos os cardeais tucanos têm o cuidado de não bater de frente com a tese da consulta, que consta no próprio Estatuto da sigla. Mas sempre procuraram argumentos para postergar o debate: um dos mais usados, até esta terça-feira, era a ausência de uma definição do TSE.
Mesmo assim, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse nesta terça-feira que o tema só será discutido no segundo semestre. ''Vamos cuidar disso só no segundo semestre. Não havendo entendimento entre o Serra e o Aécio, podemos sim fazer a prévia'', concedeu.
A postergação da decisão sobre as prévias desfavorece Aécio, já que o tempo, sem elas, tende a consolidar a suposta candidatura natural do governador paulista, que estaria ''na fila'' por ter sido preterido em favor de Alckmin em 2006. Dificulta também a alternativa de Aécio mudar de partido (por exemplo para o PMDB do também mineiro Hélio Costa, que não se cansa de oferecer-lhe a legenda), movimento que a lei só permite até 12 meses antes da eleição.
O PPS escolherá seu tucano
Mas, se o PSDB cozinha o assunto em fogo lento, outra sigla adiantou-se e anunciou nesta terça-feira mesmo que fará as suas prévias entre Serra e Aécio: é o PPS, firme aliado dos tucanos e cogitando até sua dissolução formal nas fileiras do tucanato.
A decisão do PPS foi anunciada na cerimônia de lançamento do seu 16º Congresso, em Brasília, na presença de expoentes oposicionistas como o próprio Guerra, o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e o deputado verde-tucano Fernando Gabeira (PV-RJ).
Para salvar as aparências, os votantes nas prévias do PPS terão três alternativas: Serra, Aécio e ainda a opção ''outros'', para quem não concordar com nenhum dos dois. A votação será pela internet.
Não está claro o que ocorreria caso os resultados da consulta no PPS diferissem dos do PSDB, e há quem aponte na decisão uma manobra para dar força a Serra. De imediato, porém, ela aumenta o constrangimento tucano.
Normas restritivas
Afora a questão da data, as normas definidas pelo TSE são muito mais restritivas que as usadas nos Estados Unidos por Republicanos e Democratas, e acompanhadas pelo mundo inteiro no ano passado durante o processo que levou Barack Obama à Casa Branca. Elas criam limites mesmo em relação às prévias já usadas no Brasil pelo PT: por exemplo, proibem as finanças em apoio aos postulantes, ou qualquer propaganda fora do âmbito dos filiados ao partido.
terça-feira, 24 de março de 2009
Jornalista é demitido após fazer matéria do América
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo." Como não obedeci, vou poder sacar o meu módico FGTS (kkkk….). Sei que não sou o primeiro nem serei o último. Mas, como jornalista, gostaria de compartilhar com vocês a história a seguir.
Quinta-feira, 19 de Março, aproximadamente 22:15 horas. "Não ‘carregue’ no título do América, para evitarmos problemas amanhã. A desclassificação, por si só, já vai deixá-lo muito irritado", recomendou.
Sexta-feira, 20 de Março, exatamente 12:20 horas, recebo uma ligação no meu celular. "Eu te avisei umas 15 vezes para não ‘carregar’ no título do América e você escreve aquilo. Se você quiser falar mal do América, não vai ser nesse jornal que vai fazer isso", esbravejou o volátil senhor.
Respondi que levaria o assédio a que estava a ser submetido ao conhecimento da chefia. Não tive tempo. Quando cheguei para trabalhar, o cenário já estava montado e minha demissão tramada.
"Em função do que aconteceu ontem, vou ter que dispensá-lo. Eu recebi uma determinação expressa da secretária de redação para não ‘carregar’ no título do América, transmiti a ordem e você a descumpriu. Por isso, você está sendo demitido: por ter descumprido uma ordem minha, que sou seu superior hierárquico", justificou o claudicante.
Questionei onde estava o erro da informação. "O erro foi o seguinte: quem perde de 1-0 não foi humilhado, ainda mais que o time teve chances de fazer golos, colocou duas bolas na trave e qualquer um poderia ter vencido." (como jornalista previdente que sou, ressalto que o todo do diálogo foi devidamente registado pelo meu aparelho de MP4). Patético, não?
Disse que a humilhação mencionada não era o placard, mas, sim, a desclassificação, em casa, na primeira fase da competição, para um time, o Águia de Marabá, de pouca ou nenhuma representatividade no cenário desportivo nacional.
Além disso, se o resultado foi considerado normal, porque a torcida estava tão revoltada após o jogo, querendo a “cabeça” dos sete presidentes do clube e do treinador? Por que o técnico do time entregou o cargo depois da partida, diante de um resultado tão normal? Antes que eu responda, peço licença para ir ao banheiro vomitar.
No mínimo, cometeram um dos erro mais graves do jornalismo e da vida: não ouviram a minha versão sobre o facto, o outro lado. Contudo, acho que é mais factível pedir ao meu filho de 8 anos que escreva um tratado sobre física quântica, a cobrar ética, honestidade e bom senso de determinadas pessoas.
Ah, já ia me esquecendo do principal. Sabem qual foi o título? "AMÉRICA É HUMILHADO PELO INEXPRESSIVO ÁGUIA MARABÁ"
Sabem como estou (além de desempregado….rs…..)? Feliz "pra" caralho. Tive o maior prazer em contar ao meu filho, meus pais e minha esposa que fui demitido porque feri interesses escusos. Contudo, não contrariei minha formação profissional e, sobretudo, meus princípios.
Sabem o que eu sou? Desobediente, sim, sempre. Desonesto, não, nunca.
Espero que tenham gostado…
Abraços!
Rodrigo Rodrigues, JORNALISTA, Belo Horizonte, demitido do jornal O TEMPO
Curiosidades a parte:
No expediente do jornal O TEMPO temos:
Fundador
Vittorio Medioli
Presidente
Laura Medioli
Vice-Presidente
Luiz Alberto de Castro Tito
Diretor Executivo
Teodomiro Braga
Na diretoria do América temos:
Conselho de Administração – Triênio 2009 / 2011
Afonso Celso Raso
Alencar da Silveira Júnior
Francisco de Assis Santiago
Marcus Vinícius Salum
Magnus Lucas Lívio de Carvalho
Olímpio Esteves Naves Neto
Teodomiro Braga da Silva
Encontram algum nome em comum?
Fabricio
Com Lopes, Galo viaja para defender a ponta

Armador é a novidade na lista de relacionados para o jogo contra o Ituiutaba, quarta-feira, pela rodada final da primeira fase do Estadual
O Atlético chega à rodada final da fase de classificação do Campeonato Mineiro na condição de líder da competição, ao ultrapassar o Cruzeiro nos jogos do fim de semana. Vai defender a posição nesta quarta-feira frente ao Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, de olho na vantagem até a decisão do torneio, caso avance. Para esse confronto, a novidade no Galo é o meia Lopes, recuperado de lesão.
Um dos contratados para a temporada, Lopes sofreu estiramento na região posterior da coxa esquerda em meados de fevereiro. Ficou um mês em tratamento até ser liberado para recuperação física. Avaliado pelo técnico Emerson Leão nos treinos da semana passada, o meia foi relacionado nesta segunda-feira para reforçar a delegação atleticana que irá a Ituiutaba na quarta-feira.
Na tarde desta segunda-feira, os jogadores que enfrentaram o Villa Nova fizeram trabalho regenerativo e os demais realizaram treino físico na academia. Nesta terça, as atividades serão realizadas já no Triângulo Mineiro. O elenco alvinegro trabalhará à tarde no estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia, onde ficará concentrado. A viagem para Ituiutaba só acontecerá na quarta-feira, dia do jogo.
Para encarar o ‘Boa’, o Atlético não terá o atacante Diego Tardelli e o zagueiro Welton Felipe, suspensos. Leão não deu pistas dos substitutos. Por outro lado, o treinador contará com as voltas do lateral-direito Marcos Rocha e do volante Renan, que cumpriram suspensão na rodada passada.
Confira os relacionados para o jogo contra o Ituiutaba:
Goleiros: Édson e Juninho
Laterais: Júnior, Marcos Rocha e Thiago Feltri
Zagueiros: Leandro Almeida, Marcos e Werley
Volantes: Carlos Alberto, Júnior Carioca, Márcio Araújo, Rafael Miranda e Renan
Meias: Chiquinho, Renan Oliveira, Yuri e Lopes
Atacantes: Éder Luís, Kléber e Mariano Trípodi
Portal UAI
A Reforma Trabalhista do Futuro, segundo Pochmann
"Um novo processo civilizatório"
Muitas dessas questões, de desenvolvimento recente, não estão no livro lançado nesta sexta-feira. Mas o último ponto abordado está, pois tem sido um dos temas preferidos de Pochmann ultimamente: ''Identificarmos as possibilidades que estão dadas do ponto de vista técnico para termos uma sociedade diferente da que temos, um novo processo civilizatório''.
''A história dos trabalhadores no capitalismo é a luta pela superação do trabalho heterônomo, o trabalho pela sobrevivência. Evidentemente há a possibilidade de um outro trabalho, autônomo, não no sentido de por conta própria, mas que liberte a vida do trabalhador da luta pela sobrevivência'', raciocina o economista.
Há cem anos, para o trabalhador, viver era trabalhar, desde os cinco anos até a morte e em jornadas elevadíssimas. O trabalho representava 70%, 75% da vida do trabalhador. Na sociedade moderna, o trabalho heterônimo representa talvez 40% do tempo de vida, porque o ingresso no mercado de trabalho se dá mais tarde, a jornada de trabalho é menor, há a aposentadoria, expôs Pochmann.
''Quem financiou isso foi, basicamente, um fundo público. Se na sociedade agrária ele representava 5% do excedente econômico, na sociedade atual vai representar 35, 40%'', prosseguiu.
Na sociedade do século 21, ''em que há uma intensificação do trabalho, os ganhos do trabalho são crescentes'', Pochmann defendeu que é possível ''ingressar no mercado a partir dos 25 anos, com jornadas de trabalho de 12 horas semanais, com educação durante toda a vida, na sociedade do conhecimento, dada a complexidade da vida. E um fundo público que represente 60%, 70% do excedente econômico. Isso tecnicamente é possível. A questão é política'', concluiu.
Você viu o editorial da Record contra a Folha?
O título é “Folha de Mentiras”. Já dá pra ter uma idéia, né?
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Imprensa diz: Punição para Kalil é pouco

O que percebo é uma frustração enorme por parte da “imprensa” esportiva mineira no que se refere ao fato.
Em nenhum momento os jornalistas se preocuparam com a veracidade das acusações de Kalil. O que se percebe é uma obstrução do desejo pessoal de tais jornalistas do sentimento de retaliação ao Presidente atleticano.
Esse não é o primeiro post no meu blog denunciando a parcialidade (ou melhor, a passionalidade) de parte das matérias ligadas ao futebol mineiro.
O que deveria ser o foco da imprensa nesse caso é, como já disse, a veracidade das acusações, tendo em vista aos casos de manipulação de resultados por juízes que não são inéditos no futebol brasileiro.
A Carta Aberta publicada pelo presidente do Cruzeiro no site do clube “curiosamente” segue o mesmo pensamento da mesma “imprensa” dita esportiva.
Aguardo ansioso o dia que se ouvirá nos noticiários a expressão: MÁFIA DA IMPRENSA ESPORTIVA, relatando escândalos envolvendo dirigentes de clubes, jornalista, diretores de rádios, TVs e jornais com vendas de jogadores de futebol.
Uma hora, isso acontece.
Juninho ressalta boa fase do grupo
sexta-feira, 20 de março de 2009
Grupo espera jogo difícil contra o Villa

Atlético-MG e Villa Nova se enfrentam neste domingo, às 16h, no Mineirão. É a penúltima rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro. Em jogo, estarão objetivos distintos. Enquanto o Galo está a um ponto da liderança, a equipe de Nova Lima aparece na 10ª colocação, com seis. Apesar do momento delicado que atravessa no Estadual, o time novalimense é reconhecido pelos jogadores atleticanos como um adversário de tradição. A expectativa é de uma disputa bastante acirrada no clássico.
- Será um jogo complicado, assim como foi contra o Guarani, com a diferença do campo. O Villa é uma equipe tradicional, completou 100 anos no mesmo ano que o Atlético. Vimos a dificuldade que foi jogar contra eles no ano passado e, desta vez, não vai ser diferente. Esperamos um jogo difícil, mas vamos tentar entrar com tranqüilidade - disse o goleiro Juninho, em entrevista ao site oficial do clube.
O atacante Éder Luis também espera um oponente aguerrido no domingo.
- O Villa Nova está em uma situação complicada, mas é um time de tradição e acredito que teremos um jogo bastante difícil – comentou.
Globo Esporte
Estado de Minas: O jornal de um único mineiro.
No tópico abaixo "PÓ PARÁ, GOVERNADOR", o EM tomou as dores do governador e chamou Mauro Chaves de bajulador, atacando abaixo da linha cintura também o jornal paulista.
Como disse Kerison Lopes (Portal vermelho), Coube à talentosa e charmosa jornalista Alessandra Mello enviar a resposta de Aécio. Na coluna “Em dia com a política”, do dia 03/03, que Alessandra assina interinamente, aparece sem maiores explicações a seguinte nota, que de tão inusitada vale a pena ler na íntegra:
Mauro Chaves, articulista de O Estado de S. Paulo que se diz jornalista, advogado, escritor, pintor e administrador de empresas, vai colocar no rodapé de seus artigos uma nova credencial: a de bajulador. Com seu texto primário, senil e irresponsável, o novo bajulador não passa de um bobo da corte a serviço de um jornal que há anos procura um comprador.
Ou seja, para defender Aécio, Alessandra, ou quem escreveu e ordenou a publicação da referida nota, usou também um “texto primário, senil e irresponsável”.
Mar da tranquilidade
É com esse clima favorável que o time vai para cima do Villa Nova, domingo, às 16h, no Mineirão, pela 10ª rodada. Nem mesmo os desfalques do lateral-direito Marcos Rocha e do volante Renan, suspensos por terem recebido o terceiro cartão amarelo, abalam a confiança alvinegra. O Galo está a apenas um ponto do Cruzeiro, podendo assumir a liderança, caso vença e o rival tropece no fim de semana.
Um dos motivos dessa tranquilidade é que quem vai entrar já mostrou qualidade. É o caso do volante Júnior Carioca, que, segundo o técnico Emerson Leão, entrará no meio-campo.
Titular apenas na estreia do Atlético no Campeonato Mineiro, no empate sem gols com o América, o jogador mostra serenidade ao comentar a nova chance que surge, mais uma vez diante da torcida. Segundo ele, o importante é procurar cumprir bem as funções que forem determinados. “Vou fazer de tudo para suprir as expectativas do torcedor e de todos que confiaram em mim, que me apoiaram muito nos jogos que fiz com a camisa do Galo. Espero fazer um bom jogo, caso seja escalado”, afirmou o volante, que além da partida contra o Coelho, entrou no decorrer dos jogos contra Tupi e Uberaba. Ele também foi titular contra o Peñarol, pelo Torneio de Verão do Uruguai.
Para substituir Renan, Júnior Carioca terá de mudar um pouco sua forma de jogar. Afinal, por ser segundo volante, está acostumado a atuar mais adiantado, tentando sair para o jogo. Contra o Villa Nova, Leão já deixou claro que quer vê-lo preso à marcação, protegendo a zaga e cuidando da cobertura dos laterais.
Para o jogador, não há qualquer problema. “Eu e o Renan meio que nos completamos. Mas já cumpri a função dele, que é quase de terceiro zagueiro, no jogo com o América. É uma posição que vem me agradando muito, onde eu aprendi e gosto de jogar.”
Para que tudo saia como o desejado, o volante tem procurado se dedicar bastante nos treinos. Por isso, acredita que não sentirá falta de ritmo. “Sempre me esforço ao máximo para mostrar o meu potencial. Quem acompanha o nosso dia-a-dia vê que eu me esforço e tento mostrar para o Leão que ele pode contar comigo”, comentou.
De qualquer forma, ele é um exemplo, ao menos nas palavras, da boa convivência entre os atleticanos. Afinal, procurou deixar claro, nas entrevistas, que considera Renan o dono da posição. “Ele vem fazendo um trabalho muito bom, tem ajudado muito a equipe. Tomou o terceiro cartão amarelo pensando no grupo, pois, assim, chegará ‘zerado’ na próxima fase”, argumentou.
DÚVIDA Se Júnior Carioca entra no meio-campo, o substituto de Marcos Rocha na lateral direita continua sendo um mistério. Os médicos ainda não divulgaram se o zagueiro Werley, que seria improvisado na posição, terá condições de jogo, pois ainda trata de pancada no joelho esquerdo. Além da vaga na defesa, Leão não definiu quem usará a camisa 10 contra o Villa Nova. Renan Oliveira, Pedro Paulo e Kléber são os mais cotados.
do Portal Uai
quinta-feira, 19 de março de 2009
Pó pará, governador?
Em conversa com o presidente Lula no dia 6 de fevereiro, uma sexta-feira, o governador Aécio Neves expôs-lhe a estratégia que iria adotar com o PSDB, com vista a obter a indicação de sua candidatura a presidente da República. Essa estratégia consistia num ultimato para que a cúpula tucana definisse a realização de prévias eleitorais presidenciais impreterivelmente até o dia 30 de março - "nem um dia a mais". Era muito estranho, primeiro, que um candidato a candidato comunicasse sua estratégia eleitoral ao adversário político antes de fazê-lo a seus correligionários. Mais estranho ainda era o fato de uma proposta de procedimento jamais adotada por um partido desde sua fundação, há 20 anos - o que exigiria, no mínimo, uma ampla discussão partidária interna -, fosse introduzida por meio de um ultimato, uma "exigência" a ser cumprida em um mês e meio, sob pena de... De quê, mesmo?
O que Aécio fará se o PSDB não adotar as prévias presidenciais até 30 de março? Não foi dito pelo governador mineiro (certamente para não assinar oficialmente um termo de chantagem política), mas foi barulhentamente insinuado: em caso da não-aprovação das prévias, Aécio voaria para ser presidenciável do PMDB. É claro que para o presidente Lula e sua ungida presidenciável, a neomeiga mãe do PAC, não haveria melhor oportunidade de cindir as forças oposicionistas, deixando cada uma em um dos dois maiores colégios eleitorais do País. E é claro que para o PMDB, com tantos milhões de votos no País, mas sem ter quem os receba, como candidato a presidente da República, a adoção de Aécio como correligionário/candidato poderia significar um upgrade fisiológico capaz de lhe propiciar um não programado salto na conquista do poder maior - já que os menores acabou de conquistar.
Pela pesquisa nacional do Instituto Datafolha, os presidenciáveis tucanos têm os seguintes índices: José Serra, 41% (disparado na frente), e Aécio Neves, 17% (atrás de Ciro Gomes, com 25%, e de Heloisa Helena, com 19%). Por que, então, o governador de Minas se julga capaz de reverter espetacularmente esses índices, fazendo sua candidatura presidencial subir feito um foguete e a de seu colega e correligionário paulista despencar feito um viaduto? Que informações essenciais haveria, para se transmitirem aos cerca de 1 milhão e pouco de militantes tucanos - supondo-se que estes fossem os eleitores das "exigidas" prévias, que ninguém tem ideia de como devam ser -, para que pudesse ocorrer uma formidável inversão de avaliação eleitoral, que desse vitória a Aécio sobre Serra (supondo que o governador mineiro pretenda, de fato, vencê-las)?
Vejamos o modus faciendi de preparação das prévias, sugerido (ou "exigido"?) pelo governador mineiro: ele e Serra sairiam pelo Brasil afora apresentando suas "propostas" de governo, suas soluções para a crise econômica, as críticas cabíveis ao governo federal e coisas do tipo. Seriam diferentes ou semelhantes tais propostas, soluções e críticas? Se semelhantes, apresentadas em conjunto nos mesmos palanques "prévios", para obter o voto do eleitor "prévio" cada um dos concorrentes tucanos teria de tentar mostrar alguma vantagem diferencial. Talvez Aécio apostasse em sua condição de mais moço, com bastante cabelo e imagem de "boa pinta", só restando a Serra falar de sua maior experiência política, administrativa e seu preparo geral, em termos de conhecimento, cultura e traquejo internacional. Mas se falassem a mesma coisa, harmonizados e só com vozes diferentes, os dois correriam o risco de em algum lugar ermo do interior ser confundidos com dupla sertaneja - quem sabe Zé Serra e Ah é, sô.
Agora, se os discursos forem diferentes, em palanques "prévios" diferentes, haverá uma disputa de acirramento imprevisível. E no Brasil não temos a prática norte-americana das primárias - que uniu Obama e Hillary depois de se terem escalpelado. Por mais que disfarcem e até simulem alianças, aqui os concorrentes, após as eleições, sempre se tornam cordiais inimigos figadais. E aí as semelhanças políticas estão na razão direta das diferenças pessoais. Mas não há dúvida de que sob o ponto de vista político-administrativo Serra e Aécio são semelhantes, porque comandam administrações competentes.
Ressalvem-se apenas as profundas diferenças de cobrança de opinião pública entre Minas e São Paulo. Quem já leu os jornais mineiros fica impressionado com a absoluta falta de crítica em relação a tudo o que se relacione, direta ou indiretamente, ao governo ou ao governador.
O caso do "mensalão tucano" só foi publicado pelos jornais de Minas depois que a imprensa do País inteiro já tinha dele tratado - e que o governador se pronunciou a respeito. É que em Minas imprensa e governo são irmãos xifópagos. Em São Paulo, ao contrário, não só Serra como todos os governos e governadores anteriores sempre foram cobrados com força, cabresto curto, especialmente pelos dois jornais mais importantes. Neste aspecto a democracia em São Paulo é mais direta que a mineira (assim como a de Montoro era mais direta que a de Tancredo). Fora isso, os governadores dos dois Estados são, com justiça, bem avaliados por suas respectivas populações.
O problema tucano, na sucessão presidencial, é que na política cabocla as ambições pessoais têm razões que a razão da fidelidade política desconhece. Agora, quando a isso se junta o sebastianismo - a volta do rei que nunca foi -, haja pressa em restaurar o trono de São João Del Rey... Só que Aécio devia refletir sobre o que disse seu grande conterrâneo João Guimarães Rosa: "Deus é paciência. O diabo é o contrário."
E hoje talvez ele advertisse: Pó pará, governador?
___________________________________________________
Será que esse título tem alguma coisa relacionada ao vídeo abaixo?
PSDB mineiro já tem plano B para Aécio
Candidatura ao Senado e até a possibilidade de assumir a presidência da Casa são consideradas

Pretenção demais?
Blog do Juca faz enquête de quem é melhor: Keirrison ou Tardelli
Na primeira sondagem do blog com o nome do artilheiro atleticano, Diego Tardelli bateu Kléber (59% de 3200 opiniões), tem melhor média do que ele neste ano. O atacante do Galo marcou 15 gols, mas em 12 partidas (1,25 a 1,14 gols por jogo).
Agora eles querem saber Quem você escolheria para o seu time? Keirrison ou Tardelli
A média de Keirrison é de 16 gols em 14 jogos.
Eu já votei no matador alvinegro. Até o momento Keirrison está com 54% dos votos contra 46% de Tardelli.
Vai lá é registre seu voto. Blog do Juca
Clube tem interesse na contratação do lateral Élder Granja

Jogador, no entanto, deve acertar com time da Alemanha
Na tentativa de melhorar a qualidade do elenco, o Atlético-MG foi atrás de Élder Granja para a lateral direita. O jogador defendeu o Palmeiras na temporada passada, mas não acertou a renovação. O técnico Emerson Leão confirmou nesta terça-feira que o Alvinegro tentou contratar Granja.
- Mandei uma pessoa a São Paulo para conversar com o jogador, mas eu não conversei. Ele me falou que o Élder Granja informou que tinha uma situação de acerto com uma equipe da Alemanha e, se não acertasse, iria abrir negociações com o Atlético - afirmou Leão, em entrevista ao Portal O Tempo.
Para a posição, atualmente o Galo tem dois jogadores muito jovens: Marcos Rocha, de 20 anos, e Sheslon, de 22.
Globo Esporte
quarta-feira, 18 de março de 2009
Júnior Carioca está próximo de fazer seu quinto jogo pelo Alvinegro

Suspensão de Renan abre oportunidade para o volante
Júnior Carioca foi titular de dois jogos do Atlético-MG em 2009: contra Peñarol e América. Diante de Tupi e Uberaba, ele entrou durante a partida. No confronto contra o Villa Nova, no domingo, o volante tem grandes chances de voltar a ser titular. Isso graças à suspensão de Renan, que levou o terceiro cartão amarelo.
- Estamos no começo da semana, e o professor Leão ainda tem muita coisa para definir. Mas é lógico que estou com essa esperança de poder jogar no domingo. Sem dúvida nenhuma, vou fazer de tudo para suprir as expectativas do torcedor e de todos que confiaram em mim, que me apoiaram muito nos dois jogos que fiz com a camisa do Galo. Espero fazer um bom jogo, se for isso mesmo que o treinador definir até domingo - disse Júnior ao site oficial do clube.
Júnior acredita que o jogo contra o Villa pode ser mais um passo da evolução do time nesta temporada. Uma vitória deixaria o grupo mais confiante.
- Estamos em um processo crescente em termos entrosamento e parte tática, mas é muito bom que o time esteja vencendo. As vitórias trazem confiança e entusiasmo para o torcedor e, em um clube grande como o Atlético, a cobrança é de vitória. Então, é bom a gente pegar esse entrosamento e essa confiança com vitórias. A equipe tem muito a crescer, e tenho certeza que vamos conseguir conquistar coisas grandes este ano - concluiu.
Globo Esporte
Lateral direita é problema no Galo

A lateral direita do Atlético volta a atormentar o técnico Emerson Leão, que, no mês passado, já havia perdido Sheslon (cirurgia no joelho direito). Contra o Villa Nova, domingo, no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro, ele também não terá outra revelação, Marcos Rocha, suspenso com três cartões amarelos. Para completar, o zagueiro Werley, que o treinador pretendia improvisar na posição, reclamou de pancada no joelho e é dúvida para enfrentar a equipe de Nova Lima.
Diante dos problemas na posição, Leão solicitou a um emissário que tentasse novo contato com Élder Granja, que não acertou em janeiro com o Galo, por divergência financeira. “Está claro que precisamos de um lateral-direito e o que posso dizer é que a pretensão salarial do Hélder Granja foi bem menor do que anteriormente. Mas agora surgiu uma possível proposta da Alemanha e não podemos contar com o jogador”, informa o treinador.
Sem reforço, ele espera o resultado da ressonância magnética de Werley hoje e torce para contar com o jogador, que já atuou algumas vezes na lateral, no lugar de Marcos Rocha, como nas duas últimas partidas, quando o alvinegro venceu Democrata-GV e Guarani fora de casa.
Se Werley não for liberado pelos médicos, Leão não divulga quem pretende escalar. Mas já deixou claro quem não atuará na lateral domingo: o volante Carlos Alberto, um dos destaques do time, tanto na marcação quanto na armação, com passes para gols, como os três últimos de Diego Tardelli, que asseguraram as vitórias sobre a Pantera e o Bugre.
Assim, a missão de substituir Marcos Rocha poderá sobrar para outro volante: Márcio Araújo. Ele também já atuou na posição várias vezes, mas, a exemplo de Carlos Alberto, tem função importante no esquema de Leão. “Se precisar, estou à disposição, mas, antes, vamos torcer pela recuperação de Werley”, diz.
Se ele for deslocado para a direita, provocará mais mudança no meio-campo, que já tem um titular suspenso: Renan, também com três amarelos. Em seu lugar, deve entrar Júnior Carioca, com a incumbência de proteger a zaga e cobrir as laterais, saindo pouco para o jogo. Uma opção posta de lado por Leão para domingo é Rafael Miranda, que se recuperou de tendinite no joelho esquerdo, mas, por ter passado quase dois meses em tratamento, precisa de mais tempo para recuperar a forma.
Para Márcio Araújo, independentemente de quem for escalado e em que função, é o Galo entrar atento, mesmo que enfrente outra das piores equipes do Estadual. “Se fosse um jogo no começo desta primeira fase, poderia ser mais fácil, pois as equipes consideradas menores acreditam que poderão se recuperar com o decorrer da competição. Mas, agora, na reta final e lutando contra o rebaixamento, eles deverão dificultar as coisas e precisamos encarar o jogo com toda a seriedade, pois queremos mais três pontos.”
COMEMORAÇÃO Se, em 2008, o Atlético comemorou os 100 anos com vigília, carreata, festa de gala e amistoso com o Peñarol (1 a 1), este ano, tudo será bem mais simples. Quarta-feira, será celebrada missa na Catedral da Boa Viagem, em cerimônia digna do 101º aniversário do clube, mas sem a pompa de antes. Um dos motivos são os poucos recursos disponíveis, direcionados para manter o Galo em ordem.
Do Estado de Minas
Para FHC, Dantas é brilhante!
Em entrevista ao programa "É notícia", no dia 15/03/2009, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dá sua opinião sobre personagens da vida nacional:
- Gilmar Mendes: corajoso e competente.
- Protógenes Queiroz: amalucado.
- Daniel Dantas: "dizem" que é brilhante!!!
...... Esse mundo tá de cabeça pra baixo mesmo... só falta agora prederem o delegado.
Entre o ilegal e o indecente
Pode ser legal que parlamentares gastem parte de sua verba de representação - também chamada de verba indenizatória - com empresas que são deles.
Por exemplo: um deputado é dono de posto de gasolina. Ao invés de abastecer seu carro em outro posto, prefere abastecer no seu.
Nada há no regimento interno da Câmara que proíba tal prática. E desconheço lei que proíba.
Seria legal, portanto, mas claramente indecente. Porque o deputado estaria lucrando com dinheiro público.
Pode ser legal que deputados e senadores usem suas cotas mensais de passagens áreas, destinadas ao deslocamento de ida e volta aos seus Estados, para transportar amigos ou parentes.
Mas é indecente. Porque as cotas foram originalmente criadas a pretexto de que eles precisam voar entre seus Estados e Brasília. Se um parlamentar não usa toda sua cota deveria devolver o que sobrou.
Pode ser legal que os filhos do presidente da República, em visita a Brasília na companhia de amigos, saiam com eles para se divertir na lancha oficial do Palácio do Planalto.
Tenho dúvidas de que isso seja legal - mas admito que possa ser.
Mas não será indecente?
A lancha é um bem público, mantido com dinheiro público. O presidente é autoridade. Pode desfrutar dela acompanhado de convidados. Mas seus filhos não.
Privilégios do presidente não são extensivos à sua família.
A tolerância com o indecente cria o clima para que o ilegal se multiplique.
Do Blog do Noblat
terça-feira, 17 de março de 2009
Renan e Marcos Rocha desfalcam Atlético
O técnico Emerson Leão terá que realizar uma improvisação na lateral-direita, já que Sheslon está contundido. Com isso, a tendência é que o volante Carlos Alberto entre na vaga ocupada por Marcos Rocha.
A improvisação abrirá mais uma vaga no meio-de-campo do Atlético Mineiro. A entrada do volante Júnior Carioca é praticamente certa. O outro meio-campista que vai entrar na equipe é uma incógnita. Yuri, Fabiano, que foi contratado recentemente, e Rafael Miranda, em fase final de recuperação de lesão, são as principais opções.
Pulso firme para voltar a ser campeão
O principal reforço é o atacante Diego Tardelli, que estava no Flamengo e assinou contrato de quatro anos. O lateral Júnior, campeão mundial em 2002, também chegou para atuar no meio-campo. O volante Renan, do São Paulo, mas que jogou o último Brasileiro pelo Vitória, reforçará o elenco, assim como Carlos Alberto, ex-Corinthians, volante que atuará inicialmente na lateral direita. Júnior Carioca, volante com passagens por Flamengo e Grêmio, chegou da Tombense e espera agarrar a grande chance da carreira no Atlético.
Além deles, o Galo conta com os retornos do atacante Éder Luís e do lateral-esquerdo Thiago Feltri e conseguiu manter suas principais revelações de 2008: Renan Oliveira e Leandro Almeida.
Em seu primeiro Campeonato Mineiro, o técnico Emerson Leão espera surpresas. “Sei que vou ser surpreendido por algumas equipes e pelos gramados, que sabemos que alguns não estão em boas condições. Mas tudo isso faz parte e temos que enfrentar esses obstáculos se quisermos ser campeões”, concluiu.
POrtal O TEMPO
Comissão vai definir formato das prévias no PSDB
“O processo de consulta entrou em fase final de definição e depende agora do pronunciamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve sair nos próximos dias”, confirmou na segunda-feira ao Estado de Minas o deputado Paulo Abi-Ackel, que integra o grupo de apoio ao processo pelo lado mineiro. O grupo de notáveis terá o papel de definir os critérios que vão darão formato à consulta e coordenar a implementação de medidas que considerem o tamanho e o universo de eleitores que vão participar do processo eleitoral da legenda, “sem embaraços jurídicos”.
O grupo deve sair da relação de tucanos que desde a semana passada iniciaram o trabalho de construção das eleições primárias. Dele fazem parte, entre outros, o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Paulo Velozo Lucas, secretários de Estado de Minas e São Paulo, Danilo e Castro e Aloysio Nunes. Também ficou definido no partido que o grupo das prévias vai estabelecer regras para dar peso a cada unidade da federação, conforme a densidade eleitoral do estado.
Minas, Rio de Janeiro e São Paulo terão maior peso; estados menores, como Rondônia, menor. Mas o partido tem uma dificuldade a mais: a relação de filiados está desatualizada em vários estados. Portanto, a ideia é que, naqueles em que o banco de dados partidário estiver atualizado, possa ser aberto a todos os membros o direito à manifestação. Minas tem 147 mil filiados, todos devidamente identificados e prontos para a consulta. Nos estados onde não há dados confiáveis, o PSDB poderá optar pela fixação de uma medida de peso com base na densidade eleitoral do estado. A decisão é uma vitória do governador Aécio Neves, que, no fim de novembro, compareceu pessoalmente ao Senado para comunicar ao presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), a sua intenção de ser pré-candidato e uma reivindicação: realizar prévias no partido. Sua preocupação era impedir que um grupo restrito do partido definisse o nome do candidato, sem considerar a opinião da maioria, como ocorreu nas últimas campanhas presidenciais, com José Serra e Geraldo Alckmin, seu atual secretário de Planejamento. Após três meses e demonstrações de rejeição pelos tucanos próximos a Serra, o impasse foi superado, a favor das prévias.
Portal UAI
sábado, 14 de março de 2009
Ganhou, mas não convenceu
O gol de Tardelli no primeiro tempo deu tranqüilidade ao time para conduzir a partida, contudo faltou mais emprenho principalmente do meio de campo.
A maioria das bolas que sobraram no meio de campo foram dominadas pelo time do Guarani. Faltava a ligação entre a zaga e o ataque.
Gostaria de ver a atuação do volante Junior Carioca nesse time. Acredito que ele daria mais volume de jogo para o Galo, pois segura bem a bola e já demonstrou categoria nos passes. Talvez é o “elo” que falta para a bola chegar com mais qualidade nos atacantes.
Por isso estou aderindo a campanha do Blog Terrerão e aqui copiei sua arte (é para o bem do glorioso).

Pontos Positivos:
Renan Oliveira joga muito e não dá para deixá-lo na reserva.
Três pontos a mais. É a vitória que interessa, não importa se foi de um (01), mesmo porque oportunidades não faltaram para que o placar fosse mais dilatado.
O ataque está arriscando chutes de fora da área, acho isso muito bom. Eder Luiz principalmente tem chutado mais. É bom ressaltar os méritos do goleiro adversário Fabio.
No mais é isso, vamos ver a bicharada amanha.
Gol solitário de Diego Tardelli garante a vitória do Galo sobre o lanterna Guarani
O resultado levou o Galo a 20 pontos, mesmo número que o líder Cruzeiro, mas com um jogo a menos. A Raposa joga neste domingo contra o América-MG. O Guarani, com apenas um ponto, permanece última colocação e virtualmente rebaixado para a Segunda Divisão. Na próxima rodada, o Atlético joga no domingo contra o Villa Nova, no Mineirão, às 16h. No mesmo dia e horário, o Guarani encara o Social, fora de casa.
O artilheiro garante
O primeiro tempo de jogo não foi dos mais empolgantes. O Guarani-MG iniciou a partida com maior posse de bola, até arriscando jogadas de ataque, mas com certa timidez para furar a zaga alvinegra. O Galo, sem a mesma animação dos jogo anteriores, preferia explorar os contra-ataques. A primeira jogada de perigo foi do Guarani, em falta cobrada por Neguinho, que o goleiro Juninho voou para espalmar para fora.
O Alvinegro teve sua primeira boa jogada aos 14 minutos e foi mais eficiente. Carlos Alberto desceu rápido pela direita e cruzou para o meio. O artilheiro Diego Tardelli surgiu por trás da zaga e apenas escorou para o gol aberto: 1 a 0. Embalados pelo gol, os atleticanos voltaram a assustar o adversário aos 20 minutos. Éder Luís subiu sozinho pela direita e de frente para o gol, com a bola quicando, chutou em diagonal para fora. Ótima oportunidade desperdiçada. Aos 33 minutos, em triangulação rápida entre Tardelli, Márcio Araújo e Júnior, este último apareceu livre no meio, mas chutou por cima do gol. E foi só!
Pressão no início e desânimo no fim
O Galo voltou para o segundo tempo mais disposto a ampliar o placar. Tanto é que fez uma verdadeira "blitz" na zaga do adversário. Aos 3 minutos, Marcos Rocha arriscou de fora da área, Tardelli pegou o rebote e acertou o poste esquerdo. Aos 6, Tardelli novamente se livrou da marcação, invadiu a área e, ao invés de tocar para os companheiros livres no meio, tentou driblar o goleiro, sem sucesso. Enfeitou demais! Aos 8, Trípodi escorou cruzamento de Carlos Alberto para Renan Oliveira, mas este se enrolou ao fazer embaixadas e tentar uma bicicleta.
O ritmo alucinante do início não durou muito tempo. O jogo voltou a ficar morno e o Galo voltou a pecar pelo individualismo de alguns jogadores no ataque. Foi o caso do lance aos 29 minutos, em que Tardelli deixou Carlos Alberto livre pela direita. O jogador dividiu com o goleiro, ganhou e ficou preso na marcação. Ao invés de tocar para os companheiros livres no meio, chutou nas mãos do goleiro. Sorte dos atleticanos que o adversário era limitado. Um minuto antes, Chocolate havia dado uma caneta em Welton Felipe e ficado cara a cara com o goleiro Juninho, mas chutou fraquinho nas mãos do camisa 1. No final das contas, valeu apenas pelos três pontos.
Do Globo Esporte
sexta-feira, 13 de março de 2009
Participação em coletivo anima Trípodi

Argentino treina 15 minutos no time titular na manhã desta quinta-feira
Recém-integrado ao elenco atleticano, o argentino Mariano Trípodi participou entre os titulares no segundo tempo do coletivo comandado pelo técnico Emerson Leão, na manhã desta quinta-feira, na Cidade do Galo. O atacante comemorou a possibilidade de treinar entre os 11 iniciais e espera ser relacionado para o jogo deste sábado, contra o Guarani, em Divinópolis.
- Fiquei muito contente por poder fazer 15 minutos com o time titular. Ainda não sei se estou na escalação, temos que ver o que o treinador vai optar para o jogo de sábado, mas fiquei muito contente de poder fazer 45 minutos do coletivo - disse ao site oficial do Galo.
Camisa sem patrocínio estará à venda em 21 de março

Atendendo à incessante demanda da Massa Atleticana, a camisa oficial sem patrocínio estará à venda nas Lojas do Galo a partir do próximo dia 21 (sábado), ao preço promocional de R$ 99,90. A edição é limitada em cinco mil unidades do uniforme número um (listrado).
Confira os endereços e telefones das unidades da Loja do Galo:
Loja do Galo Barreiro - Av. Sinfrônio Brochado, 861 - Fone: (31) 3384-8143
Loja do Galo Betim - Av. Governador Valadares, 88 - Fone: (31) 3594-1900
Loja do Galo Centro - Rua Tupinambás, 400 - Fone: (31) 3222-6787
Loja do Galo Labareda - Av. Portugal, 4.020 - Fone: (31) 3491-0094
Loja do Galo Lourdes - Rua Bernardo Guimarães, 2.400 - Fone: (31) 2555-0013
Loja do Galo Savassi - Rua Antônio de Albuquerque, 481/Loja 09 - Fone: (31) 3225-2261
Essa é de rir
quinta-feira, 12 de março de 2009
Imprensa Mineira: Lamentável
Para quem assistiu o vídeo acima produzido pela equipe paulista da Sport TV, percebeu a diferença no tratamento dos ERROS da arbitragem no clássico. Enquanto a maioria da imprensa dita "esportiva" mineira dizia que nada havia ocorrido e "imploravam" uma punição para o presidente do Atlético, a repercussão do caso em outros estados foi bem diferente.
Ontem ouvia na radio dita “de Minas” o comentário do seu dono sobre o julgamento do Kalil. Não me surpreendeu a indignação do comentário pela suspensão mínima que o presidente do clube pegou. Além disso, a torcida que acompanhou o julgamento foi acusada pelo comentarista de vandalismo, dizendo que a sede da federação mineira havia sido apedrejada pelos torcedores atleticanos.
Aécio nega pressão para recuar em relação às prévias
Deu no Estadão
quarta-feira, 11 de março de 2009
Quantos jogadores são necessários para montar um time?
| Bruno Rafael Miranda | Renan |
Nova Contratação do Galo

Nome: Fabiano Pereira da Costa
Data de Nascimento: 6/4/1978
Local de Nascimento: Marilia, São Paulo
Nacionalidade: Brazil
Altura: 181 cm.
Peso: 78 Kg.
Posição: Meio-Campo
Camisa: 11
1996-2001: São Paulo FC-SP
2001-2002: Internacional-RS
2002-2003: Santos FC-SP
2003-30/06/2004: Albacete - Espanha
01/07/2004-2008: Necaxa - México
2008: América-México - México
2008-09/03/2009: Puebla - México
11/03/2009: Atlético
Achei uns videos também no youtube:
Bebeto confirma acerto com o volante Fabiano
Cinco dias depois de iniciar as negociações com o Atlético, o volante Fabiano enfim acertou tudo com o clube. Nesta quarta-feira, ele retornou a Belo Horizonte e se reuniu com o presidente Alexandre Kalil. Em entrevista ao Portal Uai, o diretor-executivo do Galo, Bebeto de Freitas, confirmou o acerto.
Segundo Bebeto, o encontro cara a cara de Fabiano com Alexandre Kalil definiu tudo: “Foi uma negociação um pouco mais demorada do que deveria acontecer, mas sem nenhum tipo de problema. Foi muito simples, quando o Alexandre teve oportunidade de conversar com o rapaz, foi tudo resolvido”.
A negociação do volante com o Atlético começou no sábado passado, quando Fabiano esteve na Cidade do Galo, conversou com o técnico Emerson Leão e quase acertou com o clube. Porém, recebeu outra proposta e viajou para a Salvador, onde chegou a ser anunciado pelo Bahia. Horas depois, desistiu e retomou as negociações com o Atlético.
Bebeto de Freitas não acredita que Fabiano tenha feito “leilão”: “No meio de uma contratação, existem sempre dessas coisas, mas o garoto não vez nada disso”, disse. “Foram problemas normais de negociação. Em um momento como esse, existem várias coisas que têm que ser acertadas”, acrescentou Bebeto.
Fabiano Pereira da Costa, 30 anos, estava no futebol mexicano desde 2004, quando foi contratado pelo Necaxa. Seu último clube foi o Puebla.
Portal Uai
Alexandre Kalil é suspenso por 60 dias
Presidente do Galo leva punição por declarações feitas depois do clássico com o Cruzeiro

O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, está suspenso por 60 dias. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais, na noite desta terça-feira. O julgamento ocorreu na sede da Federação Mineira de Futebol.
O dirigente foi a julgamento por causa das declarações dadas após o clássico vencido pelo Cruzeiro por 2 a 1, no dia 15 de fevereiro, pelo Campeonato Mineiro. Revoltado com os erros de arbitragem, ele disse que havia uma "quadrilha" na arbitragem da Federação, chefiada por Lincoln Afonso Bicalho (presidente da comissão de arbitragem). Como se não bastasse, Kalil chamou o árbitro da partida, Alicio Pena Júnior, de "ladrão velho".
Relembre o caso
O presidente atleticano foi denunciado em dois artigos: 187, incisos I e II (ofender moralmente pessoa subordinada ou vinculada à entidade desportiva, com previsão de suspensão por até 120 dias; e árbitro ou auxiliar em função, podendo ser suspenso por até 180 dias); e 188 (manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra membros do Conselho Nacional de Esporte (CNE); dos poderes das entidades desportivas ou da Justiça Desportiva, e contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições, ou ameaçá-los, com previsão de suspensão de 60 a até 360 dias, pois foi feito por meio da imprensa).
Por ausência de queixa por parte de Alício Pena Júnior e Lincoln Afonso Bichalho, já que a denúncia foi feita pela Procuradoria, o Tribunal retirou o Artigo 187 do julgamento.
Imprensa Mineira:
Para quem assistiu o video acima produzido pela equipe paulista da Sport TV, percebeu a diferença no tratamento dos ERROS da arbitragem no clássico. Enquanto a maioria da imprensa dita "esportiva" mineira dizia que nada havia ocorrido e "imploravam" uma punição para o presidente do Altético, a repercussão do caso em outros estados foi bem diferente. Compare!
A pergunta do século:
Folha “fica de joelhos” e manobra

Indignado com a Folha de S.Paulo que qualificou de “ditabranda” a ditadura militar brasileira, o ilustre jurista Fabio Konder Comparato ironizou numa carta ao jornal: “O autor do vergonhoso editorial e o diretor que o aprovou deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça púbica e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada”. Relembrando sua postura nos anos de chumbo, a arrogante Folha rechaçou a crítica do jurista e da professora Maria Victória Benevides, taxando-a de “cínica e mentirosa”. Mas, com o emocionante ato de repúdio à Folha neste sábado, Otavio Frias Junior, chefão do jornal, teve que ficar de joelhos!
Numa manobra inteligente, o jornal noticiou o ato. Não deu manchete ou fotos, relatou que havia 300 pessoas – quando foram coletadas 345 assinaturas no protesto e muita gente sequer assinou a lista dos presentes – e ainda destilou seus venenos. Apesar disto, foi forçado a noticiar o protesto, reconhecendo o crime. Para acobertá-lo, contou com a cumplicidade dos outros veículos privados de comunicação, que nada falaram sobre o evento. Apenas a TV Brasil, num ponto valioso para a nova emissora pública, cobriu a manifestação. Até no exterior o protesto teve mais repercussão. “Leitores obrigam diário brasileiro a reconhecer seu erro em editorial”, noticiou a agência EFE.
Uma aparente autocrítica
Além da reportagem, a Folha publicou a marota autocrítica do diretor de redação, Otavio Frias Junior. “O uso da expressão ‘ditabranda’ em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana, que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis”. O recuo, porém, é aparente. O herdeiro do trono nada fala sobre o apoio do Grupo Folha ao golpe de 64 e os serviços sujos prestados à repressão fascista. E ainda insiste em desqualificar os professores Comparato e Benevides.
Como afirma Eduardo Guimarães, presidente do Movimento Sem Mídia responsável pelo ato, a reação do jornal foi lamentável: “Os textos em questão são absurdos porque dizem que a Folha errou ao qualificar a ditadura militar brasileira de ditabranda, mas reiteram e endossam a teoria que gerou o neologismo”. Ele também rejeita a exigência do jornal do “atestado ideológico” aos que discordam da sua linha: “Sou cidadão brasileiro, não cubano, chileno ou da Cochinchina”. Na essência, a Folha mantém sua linha editorial reacionária; mas, como peça de marketing, tenta preservar a máscara de jornal “plural e democrático”, para continuar iludindo os ingênuos.
A conversão de Eugênio Bucci
Neste esforço, a Folha conta com insólitos apoios. É o caso do jornalista Eugênio Bucci, que faz questão de dizer que militou no grupo trotskista Organização Socialista Internacionalista (OSI) e que dirigiu a Radiobrás no primeiro mandato do presidente Lula. Num artigo intitulado “A briga em que todos perdem”, ele tenta limpar a barra do jornal. Após se solidarizar com os professores Comparato e Benevides, ele lembra seu papel na campanha das Diretas-Já e do impeachment de Fernando Collor para enfatizar que “a democracia brasileira deve muito à Folha de S.Paulo”.
Para Eugênio Bucci, que também parece querer apagar o passado, a polêmica sobre o editorial do jornal, “assumiu proporções de movimentos radicalizados, de parte a parte... Quem ganha com a radicalização? Apenas os inimigos da democracia”. Após atacar a esquerda brasileira, que “tem seus oportunistas, ladrões, cínicos e mentirosos”, ele afirma que é um erro caracterizar a Folha “como um pilar da ditadura – ou, pior, da ‘ditabranda’. Cair nessa armadilha é uma temeridade – e até mesmo os melhores, quando movidos pela raiva repentina, embarcam nessa falácia”. Num passado recente, Bucci teria ido ao ato de repúdio; hoje, prefere relativizar os crimes dos Frias.
terça-feira, 10 de março de 2009
Ronaldo X Zezé Perrella
O presidente do Clube não gostou da brincadeira e publicou uma nota no site do clube. Leia carta do presidente Zezé Perrella sobre declaração do jogador Ronaldo Nazário
"A estúpida declaração do jogador Ronaldo Nazário no programa Domingão do Faustão, ao afirmar que era magro porque passava fome quando jogou pelo Cruzeiro nos causou enorme estranheza. Primeiramente, o Cruzeiro Esporte Clube quer esclarecer que magro, desnutrido e sem base educacional era o garoto que chegou para treinar no clube no início da década de 90. De origem pobre e com dificuldades até para se alimentar no subúrbio do Rio de Janeiro, o menino Ronaldo se mudou para Belo Horizonte onde teve uma chance de ouro que mudou sua vida.
Na Toca da Raposa Ronaldo recebeu acompanhamento de nutricionistas, preparadores físicos e também de professores para dar-lhe educação formal. Tal transformação foi tão extraordinária que o atleta, com apenas 17 anos, foi convocado para a Copa do Mundo de 1994. Este fato comprova todo o trabalho de excelência feito nas categorias de base do clube já naquela época ou será que a exigente comissão técnica da seleção aceitaria levar para mundiais jogadores raquíticos?
Infelizmente, com o passar do tempo um dos maiores jogadores do planeta passou a ocupar mais espaço nas manchetes por causa de suas atitudes fora das quatro linhas do que dentro dos gramados. Com uma vida conturbada e polêmica, recheada de escândalos e controvérsias, Ronaldo parece ter perdido o equilíbrio que se espera dos grandes ídolos".
Zezé Perrella
Presidente do Cruzeiro Esporte Clube
segunda-feira, 9 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sem Moral: Lula desautoriza Pimentel a articular pré-candidatura de Dilma

Deu no Uai
Dois meses após o término do mandato como prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT) acumulou mais um contratempo. Depois da esperada perda de espaço político na administração da cidade – mesmo tendo articulado a candidatura do sucessor, Márcio Lacerda (PSB) – e de não ter conseguido cargo no governo federal, o ex-prefeito e aliados viram ruir a mais recente cartada para evitar o ostracismo. Durante reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desautorizou Pimentel e também o ex-prefeito de Recife João Paulo (PT) a tratarem publicamente da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República em 2010. Ambos já haviam adotado o discurso de coordenadores da preparação da candidatura da ministra à sucessão. Lula disse ainda que somente o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), e dirigentes estaduais do partido devem tratar da briga pela presidência no ano que vem. O novo revés de Pimentel, que não foi encontrado para falar sobre o assunto, foi relatado por petistas aliados dele, com cadeira no Congresso Nacional.
Não bastassem os problemas que enfrenta dentro do partido, Pimentel está com relações estremecidas com o governador Aécio Neves (PSDB), que, ao lado do ex-prefeito, foi o principal articulador da candidatura de Lacerda. O motivo do afastamento dos dois foram declarações de Pimentel de que o principal rival de Aécio na disputa por candidatura ao Palácio do Planalto dentro do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, seria o nome da legenda para disputar a sucessão de Lula.
Ninguém arrisca a data que Pimentel voltará à tona no partido. Aliados do prefeito garantem que o retorno pode ocorrer somente em 2010, depois das eleições para a presidência nacional do PT, marcadas para o fim de 2009. A volta do ex-prefeito, e também de João Paulo, dependeria do resultado da disputa. O grupo do qual ambos participam conta ainda com o líder do partido na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP). A ala integrada pelos três é a chamada Construindo um Novo Brasil, que terá candidato à sucessão de Berzoini, que pertence ao mesmo campo. O presidente nacional do partido, no entanto, se distanciou do grupo e deve se juntar ao ministro da Justiça, Tarso Genro, da ala chamada Mensagem, para lançar candidato à sua sucessão. Caso Berzoini e o ministro não consigam eleger seu candidato, Pimentel e João Paulo terão vida melhor no partido. Até lá, garantem aliados do ex-prefeito de Belo Horizonte, a estratégia será fazer a chamada “atuação submarina” pró-Dilma. “Berzoini falará oficialmente, enquanto os dois trabalharão nos bastidores”, diz uma fonte.
Frustração
As expectativas do ex-prefeito de Belo Horizonte em permanecer sob os holofotes se consolidaram no aniversário da capital, em 8 de dezembro do ano passado. O presidente, em visita à cidade para inauguração de um conjunto habitacional, não poupou elogios a Pimentel. Os rumores de que o ex-prefeito poderia ocupar cargo no governo federal cresceram com uma série de reuniões que teve com Lula e com Dilma Rousseff. O destino seria a secretaria-executiva do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CNDES). Mas a possível indicação provocou reações contrárias do PTB, partido do ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que acumula o cargo.
Enquanto isso, no campo municipal, partidos que apoiaram a eleição de Lacerda, principalmente o PSDB e o PSB, disputavam com o PT do ex-prefeito indicações para montagem do governo municipal. O partido perdeu, por exemplo, a Secretaria de Saúde, para os tucanos. A pasta é um dos principais destinos de recursos públicos, tanto federais, como estaduais e municipais. Outro exemplo foi a regional Leste, que ficaria com o vice-prefeito Roberto Carvalho (PT), um dos principais aliados de Pimentel, mas acabou nas mãos do PSB.
terça-feira, 3 de março de 2009
Demissões e reestatização da Embraer
Num golpe baixo, que desmascara as bravatas sobre a “responsabilidade social das empresas”, a Embraer aproveitou o feriadão de Carnaval para demitir 4.200 operários, transformando suas vidas numa prolongada “quarta-feira de cinzas”. No ano passado, sem maior alarde, ela já havia dispensado outros 700 trabalhadores. A desculpa, que já virou chavão do patronato para instalar o clima de terrorismo nas empresas, foi a da “crise mundial”. De forma truculenta, ela se recusou a receber o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e rejeitou medidas alternativas ao facão, como férias coletivas ou licença remunerada. A Embraer foi cruel e arrogante!
As demissões evidenciam toda a ganância do capital. Em 2008, ela bateu recordes de produção e venda de aviões e obteve a maior rentabilidade da sua história. Foram fabricadas 204 aeronaves e a projeção para este ano, mesmo com a alardeada crise, é de 246 unidades. No primeiro semestre, a Embraer elevou seus lucros em 73%, embolsando quase R$ 240 milhões; a sua receita superou os R$ 5 bilhões. Ou seja: a produção aumenta e os lucros crescem, mas os trabalhadores são jogados na rua; os que ficam trabalham num ritmo mais intenso e desumano. A jornada média de trabalho na empresa é de 43,5 horas semanais, a maior do setor aeronáutico no mundo.
BNDES financiou R$ 8,2 bilhões
Diante destes recordes de lucro, a alegação da Embraer não cola. Até o presidente Lula teria se irritado com as desculpas esfarrapadas. Mas isto não basta. É preciso tomar medidas duras para conter a ganância patronal. Entre outras, é urgente reavaliar a política de subsídios às empresas. Nos últimos anos, a Embraer recebeu R$ 8,2 bilhões do BNDES para ampliar a sua produção. Parte deste recurso público pode ter sido usada para instalar unidades da empresa no exterior, como a prevista em Portugal; outra pode servir agora para pagar indenização aos demitidos. Não há qualquer cláusula que obriguem as empresas subsidiadas a manterem o nível de emprego.
Outra medida que volta a ser defendida é a da reestatização da Embraer. A empresa hoje é líder mundial na produção de jatos comerciais de pequeno porte. Para alcançar este patamar, ela teve generosos subsídios públicos. A sua própria privatização, em 1995, foi bancada com recursos do BNDES, numa operação criminosa de vende-pátria do governo FHC. Como afirma o jornalista Beto Almeida, “se o Estado faz aporte de capitais para uma Embraer que destina sua produção ao exterior, ele também pode fazê-lo para recuperar o controle acionário da empresa”. Ele lembra que outros países do continente caminham nesta direção. Cristina Kirchner acaba de reestatizar a Aerolíneas Argentinas e Hugo Chávez recriou a Empresa Aérea Nacional, a antiga Viasa.
Unidade e pressão social
Para o integrante do conselho diretivo da Telesur, o momento é ideal para reverter as nefastas privatizações e para reaver o patrimônio público. A crise capitalista, agravada pela desregulação neoliberal, recoloca na ofensiva os que defendem o papel ativo do Estado e enterra os mitos do capital. “De um dia para o outro, a empresa cantada em loas como produtiva, rentável, exemplar, moderna e primeiro mundista mostra toda a sua cruel fragilidade e a sua selvageria laboral... Os recursos do BNDES, recursos dos próprios trabalhadores, agora são usados para seu sacrifício”.
É evidente que tais medidas – da contrapartida no uso dos recursos públicos ou da reestatização – dependem de forte pressão social. Apesar da aparente “irritação”, o presidente Lula não parece disposto a enfrentar o terrorismo do capital. Daí a importância dos protestos dos metalúrgicos e do apelo “à solidariedade urgente” na luta pela reintegração dos demitidos. A unidade é essencial para barrar a ofensiva do patronato. Superando sectarismos, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, expoente da Conlutas, juntou-se à Força Sindical numa audiência no Tribunal Regional do Trabalho. Também recebeu o irrestrito apoio da CTB e de outras centrais.
Nesse rumo, não ajuda em nada a guerra travada entre a Conlutas e a CUT, que a mídia patronal tem instigado descaradamente. O Painel da Folha adora estimular a divisão. A disputa por bases sindicais ou os discursos sectários contra as “traições” não ajudam a construir a unidade na luta.


