terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Chico Maia: Domingo diferente

Fui surpreendido ontem, antes das 9h, por um telefonema do Alexandre Kalil. O presidente atleticano convidava para uma visita à Cidade do Galo, com direito ao jogo-treino contra o Guarani de Divinópolis. No último domingo do ano novo, sem futebol profissional, fui lá e gostei muito de tudo e todos que vi, da estrutura do Centro de Treinamento aos companheiros de imprensa que lá estavam na labuta. Do jogo, quase nada, porque cheguei no fim.

Interessante mesmo foi ver tantas obras concluídas, em andamento, e os novos equipamentos instalados no departamento médico e de fisioterapia, de última geração. De tal ordem que Vanderlei Luxemburgo sugeriu que tudo seja mostrado à imprensa e ao público, para que todos vejam o que é o Atlético atual. Kalil fará isso, e disse que agora está chegando a hora de abrir a Cidade do Galo para a torcida conhecer. Só não o fez ainda porque é preciso proporcionar conforto básico aos visitantes, como banheiros, área para cafezinho, água, recepcionistas e coisas tais.

E certamente quem for lá vai se encontrar com Kalil, porque este é um dos maiores prazeres da vida do presidente, junto com os seus filhos. Um torcedor, dos mais apaixonados, no comando do clube do coração.

Em casa. O presidente mostra as dependências do centro de treinamento com entusiasmo juvenil. Fala de cada detalhe, quanto custou, para que serve e quantos clubes "do mundo" têm coisa parecida. Quem conhece Kalil apenas das entrevistas, não imagina o ser humano que está por trás do "louco" carrancudo e raivoso quando está na defesa dos interesses alvinegros.

Família. As atenções ao Atlético só são divididas por Kalil com os filhos Felipe, 23, João Luiz, 20, e Lucas, 16, presenças permanentes ao seu lado e igualmente radicais na paixão alvinegra. De férias, no Rio, a mãe deles, Gláucia, os quer lá, mas está difícil: o time estreia domingo contra o América. Vão porque o pai exige que obedeçam à mãe, mas voltarão para o jogo.

Exemplo. Outra presença permanente na vida do presidente do Atlético é o pai, Elias, inspirador de todos os seus atos, à frente do clube e em sua vida pessoal e profissional. A diferença entre os dois, como presidente, é que o pai era mais "estadista" e esgotava todas as instâncias "diplomáticas" antes de brigar.

Do mundo. O domingo passou rápido. Enquanto eu conversava com Kalil e seus filhos, o telefone tocou. Atendi dizendo que estava com o presidente de um dos maiores clubes do Brasil. Fui interrompido pelo próprio com uma "correção": "do Brasil não, do mundo". Até nisso Alexandre é igual a Elias Kalil: o Atlético não pode ser colocado abaixo de nenhum clube do planeta.


Publicado por Chico Maia em sua coluna do jornal O Tempo

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